<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3914047679968613325</id><updated>2012-01-17T22:27:34.001-03:00</updated><title type='text'>Where Duty Calls</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://wheredutycalls.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914047679968613325/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wheredutycalls.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Walbher</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06943891682101926494</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v62/Walbher/avwev.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>9</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3914047679968613325.post-8547810068621836253</id><published>2011-07-16T20:02:00.001-03:00</published><updated>2011-07-16T20:03:09.372-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div id="pid_39528" style="padding: 5px 0 5px 0;"&gt;     &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O INFERNO DAS BOAS INTENÇÕES &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;     Pingos d'agua. Ah, como eu odeio  crianças. Várias gotas, todas em coro uníssono. Odeio crianças. Caem em  cima daquele líquido maldito e viscoso. Deus – melhor não botar Deus no  meio dessa história, ele não tem nada a ver com isso – odeio crianças.  Um caminhão, uma roda, um contato. E a criança. Roda no maldito líquido.  Criança na maldita rua. Eu na maldita calçada – certas horas não há  como parar e pensar, assim como parar e olhar para os dois lados de uma  rua. Humanos precisam fazer decisões na vida. Decisões rápidas,  inteligentes e inadiáveis. Como nesse caso. – A roda vira, ele cai, eu  corro, agarro, corro, pulo. Ele continua, bate e, graças a mim, não mata  ninguém. Todavia, odeio crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     - Você está bem? – Não há resposta – Oi, você está bem? – Ela está  viva, ela está acordada. Mas não responde. – Você deve estar assustada.  Venha, vamos comer algo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Crianças adoram cachorro-quente. Eu não. Lambuzam-se todas, o  ketchup caindo pelo lado oposto da mordida, fazendo com que a salsicha  seja atirada, como um caminhão no óleo, para fora do pão. Pegam aquela  carne toda tingida de vermelho e amarelo, com a mão inteira, e botam de  volta no pão, como se nada tivesse acontecido. Odeio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     - E então, agora pode me dizer o seu nome? – Ela vira o rosto para  mim com aquela boca condimentada e depois de alguns segundos volta a  morder o pão. Melhor esperar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Ódio profundo. Cada vez mais minha pressão aumenta. Meu coração bate mais forte. Como? Eu ainda não entendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     - Terminou? – Inútil. – Agora eu preciso saber: quem é a sua mãe?  Onde mora? Eu não posso te ajudar se você não falar comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Ela levanta da mesa, não pronuncia uma palavra sequer e anda até a  saída. Apenas até a saída. Seria ela muda? Segui-a até a porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     - Você quer que eu te acompanhe até a sua casa, é isso? – Nem um sinal. Ela podia ser muda, mas por que não reagia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Eu sempre pensei que o maior erro dos humanos era a falta de  comunicação. Eu sempre quis explicações, sempre a verdade, sempre  resolvi meus problemas com longas conversas. O silêncio só atrapalha, o  silêncio é ambíguo, cria dúvidas, produz guerras. É misterioso demais. –  O mistério maior é a existência de mistérios. É tudo tão facilmente  explicado com palavras. Por que romantizar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Começou então a andar, de novo sem pronunciar uma só sílaba. Seguiu  a rua, virou à esquina, continuou reto e atravessou a rua sem parar  antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     - Ei, você não pode atravessar a rua assim desse jeito. Não é toda hora que terá alguém como eu para salva-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Ela finalmente parou de andar, de repente, virou pra mim e me olhou  com uma cara que, definitivamente, não era de uma criança. Pensei que  havia acertado a ferida dela, achei que aquela era a hora de ouvir a sua  voz. Mas, depois de um bom tempo parada, olhando profundamente com seus  olhos raivosos, virou e continuou andando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Passamos em frente a um parque de diversões, porque não? Peguei-lhe  a mão e entrei no parque. Talvez estivesse muito triste para falar. Uma  boa diversão faria bem a ela. Se é preciso suborná-la para ajudá-la,  tudo bem. Fomos ao carrossel, não abriu um sorriso. Fomos à montanha  russa, nenhum movimento. Fomos no túnel do terror, um grande palhaço  pintado com cores gritantes, naquela escuridão imensa, ajudado por uma  voz ao fundo de desespero e outra de uma risada maligna caiu de repente  sobre nosso carrinho. Não me contive, berrei, maldito susto. Não posso  dizer o mesmo dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     O rosto dela não se movia, era um rosto sério, nervoso, como se  estivesse desiludida, mas de uma maneira forte, impactante. Ela me  lembrava de minha “ex” quando, na ocasião, segui-a por um bom tempo,  implorando por sua volta, perguntando porquês e não obtendo nenhuma  resposta. Essas lembranças ligadas ao fato dessa maldita criança me  irritam profundamente. Catei a mão dela de novo e saí do parque:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     - E então? Você é alguma múmia por acaso? – E ela continuava a  fitar o nada, séria. – Menina, entenda uma coisa... Você não pode ficar  por aí largada. Sua mãe deve estar preocupada, arrancando os cabelos,  chutando tudo, quebrando tudo, com medo. – Eu estava quase descontrolado  - Você pode se machucar na rua!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Alguma coisa tinha de ser feita. Eu, cada vez mais, sentia  necessidade de fazer algo por ela. Era o certo, ajudar. Mesmo que aquela  criança me irritasse profundamente. Na dúvida continuei a andar com ela  pela cidade, para, quem sabe, alguém ver ela.  Passei por várias  delegacias, não, eu seria o suficiente, já bastava o meu empenho.  Maldito empenho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     A minha cabeça já começava a doer. Talvez impacto da fina e leve  chuva que caía. Fina e leve, mas eu estava embaixo dela fazia horas já.  Guarda-chuva? Ela recusara, fugia do guarda-chuva. Então, irritado,  joguei-o no lixo com toda a minha raiva. Agora eu sentia que Atlântida  estava sendo reconstruída dentro de minha cabeça. E a criança, maldita  criança, nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     - Olha aqui garota... – Eu não agüentava mais. Fiquei na frente  dela, abaixei, segurei fortemente seus braços. – Eu preciso te ajudar.  Você precisa de ajuda! Então me fale onde fica a porcaria da sua casa! –  Minhas mãos apertavam seus braços com muita força mas ela não reagia  com um “ai” sequer. – Então?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Soltei-a. Ela novamente olhou para os meus olhos. Aqueles olhos  queimavam-me de tão gelados. Não entendia como uma criança poderia ter  aquele olhar. Depois disso levantou o braço para frente e apontou.  Finalmente uma reação! Agora ela tinha entendido que eu só queria o  melhor para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Ela começa a andar e eu sigo triunfante! Ela vira a esquerda,  segue, vira a direita, segue, vira a esquerda, está me levando até seu  lar? Talvez tenha entendido que eu não sairia do pé dela até ajudá-la.  Vira a direita, estamos chegando? Ela chega numa avenida e, quando olho  para frente, vejo uma loja de brinquedos. Decepção. Mas por pouco tempo.  Quando olho para a menina vejo uma coisa que me faz tremer Ela estava  sorrindo. Sim, ela que não demonstrava sentimentos, excetuando-se raivas  passageiras sobre minha pessoa, estava sorrindo com todos os dentes  amarelos que tinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Nesse momento todo o meu corpo se renovou, finalmente eu havia  passado no teste secreto dessa criança. Ela estava me testando até  agora. Oras, nunca fale com estranhos. Agora ela quer a prova final. Ela  queria um brinquedo de lembrança. Uma boneca que a faria lembrar de mim  todos os dias? Quem sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Entramos na loja, ela continua sorrindo, compulsivamente. Foi em  todos os corredores e na ultimo deles viu o que queria: Uma lousa  mágica. Daquelas que você escreve e apaga ao levantar uma película de  plástico. Fomos até o caixa, paguei. Ela continuava feliz, eu estava  satisfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Saímos da loja e ela estava lá, escrevendo no seu novo brinquedo,  como estava feliz! Escrevia, escrevia e escrevia, e apagava quando eu  tentava ler. Então nessa brincadeira ela continuou até chegarmos na  avenida de novo. Estava tão distraída se com a lousa, pensei eu, que não  viu, mais uma vez, o sinal fechado para pedestres. Repetia-se a cena,  eu indo atrás dela para não se machucar. E é no meio da avenida que seu  brinquedo escorrega e cai. Rola quadradamente por pouco tempo, mas  fugindo de minhas mãos. Finalmente a pego. Maldita lousa. Quando olho  para a calçada a vejo, sorrindo mais ainda, com seus olhos fixos em mim.  Olho para a lousa em sua mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Dizem que em certos momentos toda a sua vida passa pela sua mente.  No meu caso só consegui lembrar desses acontecimentos. O tempo foi  curto. O tempo de olhar para o brinquedo e ler. Depois disso olhei para  frente e vi, por um tempo ínfimo, mas infinito, a minha redenção: Um  ônibus. Lotado com os sentimentos do mundo, de mistérios pessoais,  lotado de gente que, com certeza, eu ajudaria se minha bondade, caridade  e curiosidade não estivessem agora no fim do itinerário: No inferno das  boas intenções.&lt;/div&gt;    &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3914047679968613325-8547810068621836253?l=wheredutycalls.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3914047679968613325&amp;postID=8547810068621836253' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914047679968613325/posts/default/8547810068621836253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914047679968613325/posts/default/8547810068621836253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wheredutycalls.blogspot.com/2011/07/o-inferno-das-boas-intencoes-pingos.html' title=''/><author><name>Walbher</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06943891682101926494</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v62/Walbher/avwev.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3914047679968613325.post-6710235325877606793</id><published>2010-10-22T20:52:00.002-03:00</published><updated>2010-10-22T20:58:12.804-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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A estátua estava numa praça em frente a sua casa: só possuía pernas. Estranhou, pois, afinal, não havia visto nenhuma movimentação para construí-la. No dia seguinte dois joelhos já apareciam; uma semana depois o tronco estava se formando e, por mais que procurasse, não via quem a construía.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Longe, da janela do seu quarto, observava o crescimento da estátua e quando finalmente estava pronta, com uma placa de inauguração – que não viu acontecer – decidiu descer e admira-la de verdade. Ficou um bom tempo observando seu nariz: era lindo. Depois quis matar a curiosidade e ver quem havia feito tal obra de arte, porém ao tentar ler a placa as letras não estavam lá. Abaixou para certificar-se de que não estava louco quando sentiu uma pancada na cabeça: o nariz da estátua estava a sua frente, ao chão. Apesar de linda, pelo jeito tal obra de arte era feita por alguém inexperiente e com muito a aprender.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Ao voltar do trabalho, no dia seguinte, passou pela praça e resolveu tentar ler a placa da estátua mais uma vez. Sem sucesso. Jurava que de longe tinha visto letras em relevo, porém ao chegar perto já não as via. Conformado resolveu apreciá-la mais uma vez: espantou-se. Aquele lindo nariz que havia caído estava lá e ainda mais bonito do que a outra vez. Com certeza aquele que a havia construído aprendera muito bem a reconstruir.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;No dia seguinte acordou com uma idéia estranha. Sonhara com uma cicatriz no antebraço esquerdo da estátua. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Levantou e foi vê-la. Olhou o antebraço longamente a procurar a cicatriz, mas nada encontrou. Deu a volta na estátua, olhou mais de perto e, ao relaxar conformado em não achar a cicatriz, tensionou-se: o braço caíra bem diante dos seus olhos. Não havia vento, não havia tocado a estátua. Por que desmoronava assim?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Outros dias se passaram, viajara, mas mesmo longe pensava naquela que estava só, na praça, naquele mistério. Aquela estátua tomava seu pensamento o dia todo. Comia lentamente, seus amigos pediam para ele prestar atenção na correnteza do mar quando o viam, quase inconsciente, ao fundo deste.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Quando voltou não pensou duas vezes. Mal se despediu dos amigos, deixou as malas com o porteiro de seu prédio e, correndo, foi à praça vê-la: estava mais linda do que nunca. Seus braços eram novos, perdera a reconstrução mais uma vez. Sentou na grama admirado com tal beleza e fitou o rosto dela longamente. Os olhos lhe diziam algo, pareciam vivos, em  movimento. E realmente: racharam-se e caíram ao chão seguidos da cabeça. O terror apoderou-se dele por um momento, mas logo foi substituído pelo desespero puro ao constatar a verdade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Os dias passaram e evitava passar pela praça. Quando era necessário passar pela estátua evitava o olhar apesar do desejo. Ignorava-a e, cada vez mais, sentia que seu coração explodiria se não a olhasse. Trancou-se no quarto por dias, não queria ceder a tentação de olhá-la. Tentava imaginá-la, mas não era o suficiente. Um dia acordou e percebeu que havia desenhado uma figura amorfa repetidamente por todo o seu quarto. Tateou as figuras, não chegavam perto da original. Desceu desesperado até a praça e a olhou com todos os detalhes possíveis. Admirou-a, tocou-a e quanto maior era o seu desejo, seus olhares, mais ela esfarelava à sua frente. Chorava, enchia a mão de mármore em pó e deixava-o lentamente cair.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3914047679968613325-6710235325877606793?l=wheredutycalls.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3914047679968613325&amp;postID=6710235325877606793' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914047679968613325/posts/default/6710235325877606793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914047679968613325/posts/default/6710235325877606793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wheredutycalls.blogspot.com/2010/10/normal-0-21-false-false-false.html' title=''/><author><name>Walbher</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06943891682101926494</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v62/Walbher/avwev.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3914047679968613325.post-8148459840111331693</id><published>2008-06-10T12:13:00.000-03:00</published><updated>2008-06-10T12:46:02.024-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Itinerários   &lt;/span&gt;   &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;            Eram 18:15h quando se encontraram pela primeira vez. Ela marcava consultas em um hospital particular local. Ele era caixa de um famoso supermercado. Estavam em um ônibus indo para suas respectivas casas depois de um cansativo dia de trabalho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A noite vinha bonita: lua cheia, vento fresco, estrelas brilhantes, um carro ultrapassando o sinal vermelho e fazendo com que nossas personagens dessem de cara no banco da frente. Depois de dez minutos de palavrões, desferidos pelo motorista, o susto passou e os dois começaram a rir da situação. Logo começaram a conversar e viram que tinham muitos gostos &lt;st1:personname productid="em comum. O" st="on"&gt;em comum. O&lt;/st1:PersonName&gt; homem estava encantado com sua companheira de assento e decidira que a conquistaria a qualquer custo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Então, todos os dias, ele tratava de puxar algum assunto de interesse dela e tentava impressiona-la. Decidiu então convida-la para sair. Conhecia um bar perfeito para a ocasião. Antes de sair do trabalho foi ao banheiro, escovou os dentes e usou uma enorme dose de desodorante. Era o dia perfeito, tudo estava pronto: A fala, a malícia, o cheiro. Só faltava uma coisa: Ela estar no ônibus. Nosso herói ficou deprimido na mesma hora. O que teria acontecido? Os dias foram se passando e nenhum mínimo sinal. A cada dia seu coração o apertava mais. Ele se sentia doente, com algo o pressionando. Parecia cercado por uma multidão o pressionando a fazer algo. E, assim, decidiu tirar essa história a limpo, mas não tinha como achá-la a não ser indo no hospital onde trabalhava nossa linda dama.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Ao chegar pediu informação direto na sala de marcação, afinal ninguém responsável iria ouvi-lo. Uma antiga colega dela disse que o horário da mulher havia mudado para a manhã. Informação recebida foi para casa dormir. Amanhã seria o dia: Ele sairia no meio do trabalho para se declarar a ela. Ele estava decidido.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;E o dia logo chegou. Eram 11:45h. Era agora ou nunca. A fila de seu caixa possuía quinze clientes enfileirados com seus carrinhos lotados de gordura, guloseimas e papel higiênico. Era já: Largou os três quilos de carne, que passava no sensor, espirrando parte do sangue ainda contido na embalagem numa senhora que reclamava de dor nas costas e da demora do caixa. Ele iria para algum lugar. E ele foi... Ao banheiro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Naquela noite, voltando para casa, ele estava de cabeça baixa se corroendo por dentro. Como ele poderia encontrar com ela sem perder o emprego? Resolveu descer três pontos antes e ir naquele bar já citado onde iria afogar as mágoas. Mas quando chegou ao local seus olhos brilharam: Ela estava linda, sentada no balcão, bebendo sua terceira garrafa de cerveja. Ele estava de frente para a mulher da sua vida: A outra que se arranjasse.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3914047679968613325-8148459840111331693?l=wheredutycalls.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3914047679968613325&amp;postID=8148459840111331693' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914047679968613325/posts/default/8148459840111331693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914047679968613325/posts/default/8148459840111331693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wheredutycalls.blogspot.com/2008/06/itinerrios-eram-1815h-quando-se.html' title=''/><author><name>Walbher</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06943891682101926494</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v62/Walbher/avwev.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3914047679968613325.post-4005137031410824715</id><published>2008-04-15T14:01:00.003-03:00</published><updated>2008-04-15T14:11:57.961-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Chuva. Pingos D'água&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Caem no chão, molham o jardim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Escorrem e penetram a terra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Acham as raízes e trazem fôlego&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jardim. Grama crescendo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Folhas maiores. Flores aparecendo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ganhando altitude, cobrindo espaço&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tornando-se imponente, difícil não ver.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Amor. Regado e alimentado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Crescendo e se expandindo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cobrindo-me por completo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sufocando-me e escondendo-me do mundo&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3914047679968613325-4005137031410824715?l=wheredutycalls.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3914047679968613325&amp;postID=4005137031410824715' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914047679968613325/posts/default/4005137031410824715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914047679968613325/posts/default/4005137031410824715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wheredutycalls.blogspot.com/2008/04/chuva.html' title=''/><author><name>Walbher</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06943891682101926494</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v62/Walbher/avwev.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3914047679968613325.post-7122267020006334818</id><published>2007-11-29T22:31:00.000-03:00</published><updated>2007-11-29T23:00:36.219-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Deu mais um tapa nela, já era tradição do casal. Ela já nem sabia porque apanhava, De manhã foi por não ter lembrado de colocar a manteiga na mesa. Agora poderia ser por qualquer coisa?&lt;br /&gt;   - Por quê? – Perguntou chorando.&lt;br /&gt;   - O que? – Rosnou sem desviar o olho do jogo na TV.&lt;br /&gt;   - Me bateu! Por que me bateu agora? – Estava ficando histérica, mas por pouco tempo, logo um sentimento de desespero e medo profundo tomou conta dela.&lt;br /&gt;   O marido, após o ataque quase-epilético e dos berros da mulher, virou o resto de sua lata de cerveja goela abaixo e a jogou no monte de latas – deviam ter umas quinze ali e, detalhe, ainda no primeiro tempo de jogo – que já não surpreendia sua “querida”, levantou e, pela primeira vez, desviou o olhar da tela. A cicatriz seria feia.&lt;br /&gt;   A mulher começou a recuar, passos lentos diante dos olhos penetrantes e raivosos de seu marido, até encostar-se à parede e ficar sem reação. Chorava compulsivamente, não precisava de um marido assim, queria fugir, mas no momento estava imóvel, como sempre ficava antes de uma surra.&lt;br /&gt;   Ele ainda estava parado, os olhos travados nos olhos dela, parecia que iriam explodir de tanta raiva contida neles. Finalmente, para desespero e gritos abafados de súplica de sua espoca, começou a andar lentamente em sua direção. Crescia cada vez mais em relação a ela, levantou a mão e a mulher ainda teve tempo de gritar:&lt;br /&gt;   - Na...! – a força da palma da mão calejada do trabalho na oficina mecânica fez com que a mulher fosse jogada para longe, praticamente decolou pelo corredor que levava até o quarto. A dor era imensa e agora ele virava para ela mais uma vez.&lt;br /&gt;   Sentiu que aquela não seria uma surra comum. Nunca havia levantado a voz dessa maneira contra ele. Mas estava certa de que tinha de tentar. Estava cansada daquela vida de sofrimento, tinha que reagir a qualquer custo, mesmo que o limite das surras passassem do normal.&lt;br /&gt;   - Por que você não me responde? Por que me bate? – Berrou histericamente enquanto levantava de costas para ele.&lt;br /&gt;   Começou a ouvir mais passos, interrompidos pelo som do cotovelo dele no meio de suas costas. Perdeu o ar por alguns instantes e quando levantou os olhos viu a janela do quarto, em cima da cama, aberta. Era isso, iria fugir.&lt;br /&gt;   - Maldito! – pensava em acertar as partes intimas com seu chute, mas apenas acertou o estômago. O suficiente para sair correndo, subir na cama e pular pela janela. Mas não o suficiente para que ele chegasse a tempo de lhe segurar as pernas logo depois do pulo fazendo com que ela desse com a face na quina da janela e berrasse de dor como nunca havia berrado antes, estava perdida.&lt;br /&gt;   O homem virou ela de frente para ele, ela sangrando deitada de barriga pra cima na cama e ele em cima dela dizendo:&lt;br /&gt;   - Quer saber por quê? Porque você me irrita! Me atrapalha. Eu trabalho o dia todo naquela espelunca tomando branca daquele velho inútil que não entende nada de carros e faço isso para sustentar a gente! Tudo o que peço é que facilite minha vida, pegue a merda da manteiga e deixe em cima da mesa, que me deixe assistir ao jogo do meu time em paz! E o que você faz? Me interrompe, passa bem na minha frente quando estou assistindo...!&lt;br /&gt;   - Foi por isso?! – a mulher agora parecia fora de si como se não acreditasse no que acabara de ouvir.&lt;br /&gt;   - Sim! E se acontece um lance importante, se tem uma falta feia?&lt;br /&gt;   - Olha pra você! Olhe o que está dizendo! – o grito foi estridente, forte, com a garganta à toda força.&lt;br /&gt;   O homem agora fazia uma cara que ela nunca tinha visto. Uma cara desamparada, arrependida. Ele levantou de cima dela e foi a passos lentos até a cozinha. Ela ouvia o barulho dos talheres e não entendia... Por pouco tempo. Viu ele voltar com um facão na mão, ainda estava sujo com o frango que ela cortava para o jantar. Estava perdendo forças até para chorar, um forte medo lhe ficava preso na garganta, era assim que iria morrer? Não.&lt;br /&gt;   - Sim, você está certa. Por favor, acabe com isso. Eu sou um ignorante que apenas torra o salário em bebida e a faz infeliz. Não mereço viver.&lt;br /&gt;   Estava chocada. Ele estava ali, em frente a ela, ajoelhado na cama com um facão deitado em suas mãos, oferecendo a oportunidade de liberdade através da morte dele. Ele agora derramava lágrimas e lágrimas, silenciosas, bem na sua frente. Não podia acreditar. Estava arrependido?&lt;br /&gt;   - Você... Arrependeu-se? Não posso matá-lo.&lt;br /&gt;   - Sim, me arrependi. Sim, você pode fazer isso. É a sua chance de se vingar desses vinte anos de violência que lhe dediquei.&lt;br /&gt;   - Mas, não posso matá-lo. –delicadamente empurrou as mãos dele, rejeitando a oportunidade – você deu esse primeiro passo, eu sei que você consegue se superar.&lt;br /&gt;   Um som quebrou o silêncio da casa. Agora as mãos do marido faziam um movimento rápido e feroz. Estava esfaqueando-a. Havia desfigurado o seu rosto e agora retalhava o resto do corpo. Esteve perto de ser curado, mas aquele som não era qualquer som,&lt;span style=""&gt;       &lt;/span&gt;era o som da sua TV gritando:&lt;br /&gt;   - Gol!&lt;u&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3914047679968613325-7122267020006334818?l=wheredutycalls.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3914047679968613325&amp;postID=7122267020006334818' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914047679968613325/posts/default/7122267020006334818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914047679968613325/posts/default/7122267020006334818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wheredutycalls.blogspot.com/2007/11/deu-mais-um-tapa-nela-j-era-tradio-do.html' title=''/><author><name>Walbher</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06943891682101926494</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v62/Walbher/avwev.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3914047679968613325.post-6791081206730638426</id><published>2007-08-17T11:58:00.000-03:00</published><updated>2007-08-17T12:03:30.307-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>- Não!&lt;br /&gt;- Não o que?&lt;br /&gt;- Nem ouse me tocar.&lt;br /&gt;- E o que você pensa que é para falar assim comigo?&lt;br /&gt;- Não sei. Mas não pode me tocar.&lt;br /&gt;- E por que não?&lt;br /&gt;- Você não gostaria de saber.&lt;br /&gt;- Gostaria sim.&lt;br /&gt;- Mas não consigo explicar mesmo assim.&lt;br /&gt;- Como não? Algo acontece, certo?&lt;br /&gt;- Certo...&lt;br /&gt;- Então, só você me falar!&lt;br /&gt;- Não posso.&lt;br /&gt;- Então vou lhe tocar para testar!&lt;br /&gt;- Não! Você vai se arrepender.&lt;br /&gt;- Mas minha curiosidade é maior.&lt;br /&gt;- Ok. Mas não sei como lhe explicar. É sério.&lt;br /&gt;- Pode tentar.&lt;br /&gt;- Mas é que na verdade não sei o que acontece. Nunca prestei muita atenção no que acontece de verdade.&lt;br /&gt;- Como não? Se é algo tão drástico você devia saber!&lt;br /&gt;- Mas, não sei. Não sei.&lt;br /&gt;- Quer saber?&lt;br /&gt;- Não sei.&lt;br /&gt;- Chega!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tocou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sumiu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3914047679968613325-6791081206730638426?l=wheredutycalls.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3914047679968613325&amp;postID=6791081206730638426' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914047679968613325/posts/default/6791081206730638426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914047679968613325/posts/default/6791081206730638426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wheredutycalls.blogspot.com/2007/08/no-no-o-que-nem-ouse-me-tocar.html' title=''/><author><name>Walbher</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06943891682101926494</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v62/Walbher/avwev.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3914047679968613325.post-494920766666876850</id><published>2007-08-08T13:03:00.000-03:00</published><updated>2007-08-08T13:13:43.740-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cortam-me as asas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Corto minhas asas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pois anjo não sou&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nunca fui&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nunca me deixaram ser&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quando tentei voar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Me seguraram&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Me mostraram a bicicleta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Depois a moto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Depois o carro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Depois o trem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quando minhas asas voltaram&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mostraram-me o avião&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E cortaram minhas asas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E não foi por falta de anjos caídos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Da literatura alada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Que eu não consegui voar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Leio e minhas asas crescem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vivo e minhas asas crescem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Convivo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E me cortam as asas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O que me resta é me tornar um deles&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um dos anjos que por desobedecerem as regras&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tiveram que se contentar com a pena&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Depois a caneta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Depois a máquina de escrever&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E agora ao teclado de um computador&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E a um fio que espalha poesia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pena que cortaram&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cortaram as asas de quem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por mais bom que seja&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não consegue ler&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3914047679968613325-494920766666876850?l=wheredutycalls.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3914047679968613325&amp;postID=494920766666876850' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914047679968613325/posts/default/494920766666876850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914047679968613325/posts/default/494920766666876850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wheredutycalls.blogspot.com/2007/08/cortam-me-as-asas-corto-minhas-asas.html' title=''/><author><name>Walbher</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06943891682101926494</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v62/Walbher/avwev.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3914047679968613325.post-6448589467462257324</id><published>2007-04-20T12:05:00.000-03:00</published><updated>2007-04-20T12:07:13.502-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ele renasceu das cinzas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;sem mesmo me avisar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quando foi que descongelou&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;e começou a funcionar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quando eu menos esperava&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quando eu tentava me conformar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Que eu não tinha jeito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Que ele deveria ficar lá, congelado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Todo pequeno defeito e todo mínimo detalhe&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sempre foi motivo para jogar mais gelo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Diminuir a temperatura&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Inventar uma desculpa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas agora dói&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ele zomba de mim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Me mostra que fui inútil&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um inútil tentando congelar o que não pode&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Zomba de mim a todo minuto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quando eu menos espero&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ele não pensa no outro lado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;É isso mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quem deveria zombar sou eu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ele que faz todo esse escândalo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sem pensar no outro lado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Num exemplar como o dele&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Talvez o outro esteja congelado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;De verdade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ele que gosta de sofrer!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Há, há, tadinho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Só não rolo de rir&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Porque seu sofrimento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pode ser o meu&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3914047679968613325-6448589467462257324?l=wheredutycalls.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3914047679968613325&amp;postID=6448589467462257324' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914047679968613325/posts/default/6448589467462257324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914047679968613325/posts/default/6448589467462257324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wheredutycalls.blogspot.com/2007/04/ele-renasceu-das-cinzas-sem-mesmo-me.html' title=''/><author><name>Walbher</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06943891682101926494</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v62/Walbher/avwev.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3914047679968613325.post-2618994869400857023</id><published>2007-04-09T15:16:00.001-03:00</published><updated>2007-04-11T12:30:31.393-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_lsz5mO1BkNY/Rhz9falwzII/AAAAAAAAAAM/ZTOOPm1Cygs/s1600-h/zap_patti.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_lsz5mO1BkNY/Rhz9falwzII/AAAAAAAAAAM/ZTOOPm1Cygs/s200/zap_patti.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5052191598158335106" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="font-style: italic;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p style="font-style: italic;"&gt;In a room in Lebanon&lt;br /&gt;They silently slept&lt;br /&gt;They were dreaming crazy  dreams&lt;br /&gt;In foreign alphabet&lt;br /&gt;Lucky young boys&lt;br /&gt;Cross on the main&lt;br /&gt;The driver was approaching&lt;br /&gt;The American zone&lt;br /&gt;The waving of hands&lt;br /&gt;The tiniest train&lt;br /&gt;They never dreamed&lt;br /&gt;They'd never wake again&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voice of the Swarm&lt;br /&gt;We follow we fall&lt;br /&gt;Some kneel for priests&lt;br /&gt;Some wail at walls&lt;br /&gt;Flag on a match head&lt;br /&gt;God or the law&lt;br /&gt;And  they'll all go together&lt;br /&gt;Where duty calls&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;United children&lt;br /&gt;Child  of Iran&lt;br /&gt;Parallel prayers&lt;br /&gt;Baseball Koran&lt;br /&gt;I'll protect Mama&lt;br /&gt;I'll  lie awake&lt;br /&gt;I'll die for Allah&lt;br /&gt;In a holy war&lt;br /&gt;I'll be a ranger&lt;br /&gt;I'll  guard the streams&lt;br /&gt;I'll be a soldier&lt;br /&gt;A sleeping Marine&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voice of the Swarm&lt;br /&gt;We follow we fall&lt;br /&gt;Some kneel for priests&lt;br /&gt;Some wail at walls&lt;br /&gt;Flag on a match head&lt;br /&gt;God or the law&lt;br /&gt;And  they'll all go together&lt;br /&gt;Where duty calls&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In the heart of the ancient&lt;br /&gt;Ali smiles&lt;br /&gt;In the soul of the desert&lt;br /&gt;The sun blooms&lt;br /&gt;Awake&lt;br /&gt;Into the glare of all out little wars&lt;br /&gt;Who  pray to return to salute&lt;br /&gt;The coming and dying of the moon&lt;br /&gt;Oh sleeping  sun&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assassin in prayer&lt;br /&gt;Laid a compass deep&lt;br /&gt;Exploding dawn&lt;br /&gt;And himself as well&lt;br /&gt;Their eyes for his eyes&lt;br /&gt;Their breath for his  breath&lt;br /&gt;All to his end&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And a room in Lebanon&lt;br /&gt;Dust of scenes&lt;br /&gt;Erase and blend&lt;br /&gt;May the blanket of Kings&lt;br /&gt;Cover them and him&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voice of the Swarm&lt;br /&gt;We follow we fall&lt;br /&gt;Some kneel for priests&lt;br /&gt;Some wail at walls&lt;br /&gt;Flag on a match head&lt;br /&gt;God or the law&lt;br /&gt;And  they'll all go together&lt;br /&gt;Where duty calls&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;"&gt;Forgive them Father&lt;br /&gt;They know not what they do&lt;br /&gt;From the vast  portals&lt;br /&gt;Of their consciousness&lt;br /&gt;They're calling to you&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p style="font-style: italic;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;(Patti Smith)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3914047679968613325-2618994869400857023?l=wheredutycalls.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3914047679968613325&amp;postID=2618994869400857023' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914047679968613325/posts/default/2618994869400857023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914047679968613325/posts/default/2618994869400857023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wheredutycalls.blogspot.com/2007/04/in-room-in-lebanon-they-silently-slept.html' title=''/><author><name>Walbher</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06943891682101926494</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' 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